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Segurança
Todas as atividades junto a natureza possuem suas regras de segurança específica que incluem vestimenta, equipamentos, primeiros socorros, horários, procedimentos, treinamento e outros. Porém existem itens que são comuns a todas atividades:

  • Adaptação: normalmente o visitante vem de um ambiente diferente do visitado; esta diferença é relacionada ao ritmo de vida, clima, altitude, temperatura e insolação, além de problemas enfrentados durante a viagem como diferença de fusos horários, fadiga e sono, condicionamento físico e problemas respiratórios. É conveniente fazer o turista descansar ou praticar atividades mais leves no primeiro dia da recepção. Por exemplo, nos meses de inverno, uma pessoa que sai de uma região de Mata Atlântica de Santa Catarina, onde é frio, para conhecer o Cerrado, vai encontrar um ambiente seco, quente e com o ar carregado de partículas liberadas pelas queimadas.

  • Ritmo: a velocidade ou o ritmo das atividades dependem muito mais do condicionamento físico do turista do que o condicionamento do guia. O turista pode se esforçar para acompanhar o guia e ter o seu equilíbrio ou rendimento comprometido; por exemplo, um turista fatigado corre mais risco de perder o equilíbrio quando desce de uma montanha. Por outro lado, é o guia quem sabe se o ritmo é suficiente para não terminar a caminhada à noite. É necessário conhecer a condição física do turista a fim de evitar acidentes.

  • Alimentação e desidratação: muitas atividades precisam de resistência do praticante para ser realizadas com êxito e segurança; a alimentação precisa ser adequada, suficiente e não exagerada para aumentar a resistência e manter a energia do turista. Atividades sob calor e suor requerem um cuidado especial com água e sais minerais.

  • Insolação: os efeitos mais comuns são: queimadura, dor de cabeça e suor frio; pode-se evitar usando bloqueador solar, óculos escuros, boné, alimentação adequada e ingestão abundante de líquidos.

  • Roupa: o vestuário deve ser adequado ao clima e à atividade física, protegendo o turista do frio, calor, quedas, arranhões, insetos e cobras. É aconselhável sempre levar uma roupa seca de reserva.

  • Habilidade: atividades como alpinismo, mergulho e rapel têm reconhecidas as necessidades de treinamento específico. Outras atividades como o trekking e o mergulho livre são consideradas fáceis mas carecem de orientação para serem executadas sem acidentes. No trekking, por exemplo, os turistas devem ser orientados na forma de pisar, onde não colocar a mão e como proceder na caminhada. O turista sempre deve ser orientado sobre a melhor forma de se praticar cada atividade.

  • Caminhos: todos os lugares onde os turistas vão passar devem ser verificados pelos guias antecipadamente: vias de escalada e rapel, trilhas em mata ou campo, mirantes, escorregas, poços e pontos de mergulho e travessia. A verificação deve ocorrer periodicamente e sempre após as chuvas, enchentes e queimadas. O turista deve estar consciente do grau de dificuldade dos caminhos, para não fazer um passeio fora dos seus limites.

  • Animais: apesar do homem não ter predadores naturais no Brasil, podemos causar acidentes ao tirar do animal a possibilidade de fuga ou se aproximar de filhotes. Cabe ao guia orientar o turista sobre o comportamento dentro do domínio territorial de um animal silvestre como, por exemplo, queixadas e catetos. Precisamos estar atentos aos insetos, nunca esquecendo os repelentes.

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