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Parque Estadual Intervales - Problemas

O PE Intervales abrange parte do divisor de águas das bacias dos rios Paranapanema e Ribeira de Iguape. Ambas as bacias tem comunidades muito carentes. No Vale do Paranapanema, conhecido como o "ramal da fome", existem pequenos agricultores que perderam suas terras e bóia-frias que enfrentam o desemprego resultante da mecanização da agricultura. Estes não possuem mais o ambiente natural e, sem ele, nem as perspectivas de auto-sustentabilidade.

Do outro lado, o Vale do Ribeira, conhecido como o "nordeste de São Paulo", registra altas taxas de mortalidade infantil, falta de saneamento básico e alta concentração fundiária. Em 1997, as comunidades desta área sofreram com os impactos de grandes enchentes que destruíram casas e plantações de banana. Apesar do Vale do Ribeira ainda manter boa parte de seu ambiente natural preservado, carece de informações sobre a utilização sustentável de seus recursos naturais.

As áreas do atual PE Intervales, com sua riqueza de recursos mineral e natural, puderam permanecer preservadas, até hoje, pela dificuldade de acesso às mesmas. As áreas onde o acesso era mais facilitado, tiveram seus recursos esgotados e com a escassez dos mesmos, os interesses se voltaram para as áreas protegidas. O extrativismo clandestino do palmito atinge a face do Parque voltada ao Vale do Ribeira, onde existe boa concentração de palmitos de porte maior.

As empresas de mineração pleiteiam a exploração das enormes jazidas minerais da serra do Paranapiacaba, inclusive no Parque que, apesar de ser uma área protegida por lei, pode sofrer o impacto desta atividade econômica. Dispositivos legais, como a garantia do direito adquirido, podem levar à instalação de lavras em seu interior.

Existem possibilidades de mineração em áreas contíguas e o impacto refletir-se-á em Intervales. Os principais impactos ambientais da mineração são: alterações nos meios físicos, bióticos e antrópicos; erosão, alteração da qualidade da água, deslizamento de encosta, ruídos, resíduos sólidos e gasosos, interferência na malha viária e desflorestamento.

A mineração gera empregos mas temporários. Após a lavra vem o desemprego numa área devastada, agravando-se ainda mais os problemas sociais.

A invasão de áreas protegidas ocorre lenta e gradualmente e por isso é necessário a vigilância permanente, negociações com as comunidades interna e de entorno, desenvolvimento de economias auto-sustentadas e ações em conjunto com a polícia florestal para inibir ações de palmiteiros, caçadores e posseiros.

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