| |
|

. Parque Estadual Intervales -
Cavernas
As cavernas do PE
Intervales estão concentradas nas áreas mais
próximas à sede, onde existe um lençol de
rocha calcária. A água proveniente de
infiltrações ou de riachos subterrâneos,
agindo sobre estas rochas de maior solubilidade,
vai desgastando e escavando o leito rochoso
durante milhares de anos, formando as cavidades.
As partículas de
rocha ao serem carregadas pelas águas
provenientes de infiltrações, vão sendo
depositadas em outros locais, formando esculturas
brancas e coloridas, denominadas espeleotemas,
como as estalactites e as estalagmites.
Muitas formações
lembram rostos, animais, esculturas e outras
formas que nosso imaginário puder conceber. As
cavernas possibilitam exercícios físicos e
imaginativos; nelas aflora o mundo do imaginário
e da realidade fantástica.

As cavernas de
Intervales por estarem próximas das nascentes e
no alto da serra, sofrem menos influência da
umidade, dificultando a ocorrência de grandes
cavernas como aquelas do PETAR.
Nelas podem ser
encontrados pequenos mamíferos como morcegos e
lontras, além de répteis, anfíbios, peixes e
invertebrados, como os opiliões. Seu interior é
agradável com temperatura constante. Nas partes
escuras, quanto mais se afasta das entradas,
menor é a variedade de espécies.
Fauna da
caverna
Animais observados nos diversos
substratos do ambiente cavernícola no Parque
Estadual Intervales.
| Alguns substratos do
biótopo cavernícola |
Animais encontrados
nos diversos substratos. |
| Paredes e tetos rochosos |
Grilos, opiliões e
diplópodes, e seus predadores, as
aranhas errantes Ctenus fasciatus
e os heterópteros Zelurus travassosi. |
| Galerias úmidas |
Aranhas Plato e
larvas de dípteros Keroplatidae, ambos
construindo teias pendentes do teto, e
predando dípteros e tricópteros, cujas
larvas vivem nos rios subterrâneos. |
| Acúmulos de matéria
orgânica, como detritos vegetais, guano
de morcegos e fezes de outros mamíferos
trogloxenos: guaxicas (Philander
opossum), pacas (Agouti paca)
e lontras (Lutra longicaudis) |
Detritívoros como os
colêmbolos Paronellidae , ácaros de
várias famílias, isópodes tais como os
Philosciidae e os Platyarthridae ,
coleópteros como os Ptilodactylidae e os
Cholevidae, dípteros de várias
famílias (p.ex., Sciaridae, Phoridae,
Muscidae, Faniidae) e seus prováveis
predadores: pseudo-escorpiões
Chernetidae, ácaros, e coleópteros
Pselaphidae, Staphylinidae e Carabidae
(principalmente Paratachys e Platynus).
|
| Filme de sedimento que
recobre o substrato rochoso |
Psocópteros Psyllipsocidae
e alguns outros meso-invertebrados
(animais medindo de 0,2mm a 4,0mm)
terrestres (p.ex., colêmbolos). |
| Bancos de sedimento (p.ex.,
grutas dos Paiva e da Figueira) |
Diplópodes Polydesmida
troglóbios (animais restritos a
cavernas), como Chelodesmidae (geófagos)
e Cryptodesmidae (detritívoros), e
aranhas Loxosceles. |
| Grutas superficiais, onde
penetram raízes |
Homópteros Cixiidae. |
| Película de tensão
superficial da água |
Aranhas Trechalea
kayserlingi, que provavelmente
utilizam presas aquáticas, e hemípteros
Rhagovelia. Organismos do
nêuston, como Rhagovelia, podem
ser predados por aranhas Theridion
bergi, que constróem teias com fios
de captura conectados nessa película.
|
| Ambientes aquáticos |
Insetos (larvas de dípteros
e tricópteros, ninfas de efemerópteros,
plecópteros e megalópteros - os dois
últimos pouco comuns, e coleópteros
como os Elmidae) e crustáceos anfípodes
(Hyalella, incluindo populações
troglomórficas) e decápodes (como as Aegla
spp. - tatuís-de-água-doce, com
populações relativamente numerosas, e
caranguejos Trichodactylus fluviatilis,
observados como indivíduos isolados em
várias ocasiões). |
Fonte:
SECRETARIA DO MEIO AMBIENTE - FUNDAÇÃO PARA
CONSERVAÇÃO E PRODUÇÃO FLORESTAL. PARQUE
ESTADUAL INTERVALES - Plano de Gestão Ambiental,
Fase I. 232 p., 1.998.
-------------
[ ECOTURISMO ]
[ Atividades ]
[ Acomodação ]
[ Acesso ]
[ Reserva ]
[ INTERVALES ]
[ ECOSSISTEMA ] [ E-MAIL ] [ CRÉDITO ]
|
|
|