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.Comunicação
Parques nacionais, áreas de
preservação ambiental e propriedades rurais
devem ser trabalhados a fim de proporcionar
ganhos financeiros e aumento da qualidade de
vida. Os ganhos financeiros são importantes para
motivar proprietários de terra e comunidades a
preservarem o meio ambiente e a beleza de nossas
paisagens.
O ecoturismo torna-se uma
alternativa de negócio capaz de substituir a
agropecuária e a exploração de madeiras, pelas
receitas oriundas de hospedagem, alimentação,
serviços e entrada aos atrativos naturais;
possibilita a melhoria da qualidade de vida
proporcionada pela incrementação econômica na
localidade e pela conservação da própria área
(ex: Pousada das Araras e
Cristalino Jungle Lodge).
O turismo aproveita a mão-de-obra
local, gera empregos e fixa o homem no campo;
cada emprego direto gerado representa uma pessoa
a mais com rendimento para gastar na própria
comunidade e empregos indiretos ligados aos
serviços e produtos de apoio como venda de
hospedagem, alimentação, combustíveis,
artesanato, equipamentos, filmes e cursos. Com
esta incrementação econômica, o governo
arrecada mais impostos os quais serão revertidos
ao cidadão na forma de educação, saúde e
infraestrutura.
Quando a comunidade local adquire
consciência de que o turismo aumenta o nível de
empregos e a sua qualidade de vida, ela passa a
preservar os atrativos turísticos; em se
tratando de ecoturismo, preserva-se o meio
ambiente. Paralelamente ao desenvolvimento da
economia, deve-se trabalhar a preservação
consciente e a interação com o meio,
respeitando a sua fragilidade e utilidade. O
Parque Estadual Intervales, SP, por exemplo, é
dividido em área preservada (fechada à
visitação) e área conservada (aberta à
visitação), onde os turistas pagam entrada,
alimentação e hospedagem; o dinheiro e o
emprego gerado pelo ecoturismo auxilia na
manutenção da área preservada. Os guias do
Parque foram caçadores e hoje sentem prazer e
têm consciência da importância da sua
atividade. Nos lugares onde o ecoturismo foi bem
implantado, observou-se uma diminuição no ritmo
da agressão à natureza e, em alguns casos,
recuperou-se parte da vida silvestre.
A atividade ecoturística deveria
ser suficiente para preservar os nossos
ecossistemas, porém falta informação e
experiência aos empreendedores, guias e
operadores ecoturísticos. Além disto, muitos
recebem orientação de pessoas com pouco
conhecimento de turismo e marketing. O
desenvolvimento ecoturístico deve ser
consciente, pois estão em risco as comunidades
locais, a natureza e o ecoturista; e em escala
ampliada, ameçada o equilíbrio do planeta. A
falta de informação e de orientação correta
pode trazer conseqüências como o fracasso de um
empreendimento voltado à preservação ambiental
e o afastamento do ecoturista iniciante que ainda
poderia colaborar muito para a preservação.
Estar capacitado para o turismo é
estar consciente de que os trabalhos começam
muito antes da saída do cliente de seu local de
origem e estar preparado para satisfazê-lo.
Capacitar para o turismo significa também
capacitação comunicacional e comercial para
enfrentar o mercado globalizado.
A primeira intenção do turista é
realizar uma viagem que o satisfaça. Um francês
querendo conhecer a natureza tem, por exemplo,
opções de ir para a África do Sul, Índia,
Brasil e Estados Unidos; através da Internet,
ele tem acessos aos operadores destes países,
dos quais quem possuir melhor comunicação e
suporte comercial, terá maiores vantagens na
opção deste turista pois dará ao seu cliente
uma segurança maior na satisfação de seus
desejos. Se a comunicação for deficitária, no
Brasil, por exemplo, a Internet servirá para que
o turista opte por outros países, tornando-a um
mecanismo valorizador do concorrente
internacional.
Novas tecnologias de comunicação
permitem fornecer informações com maior
dinamismo, qualidade e economia. Cresce o número
de publicações, anúncios e companhias de
mídia, influenciando os modelos de
comercialização turística, interferindo no
relacionamento e na distância entre operador
local, comunidades e turista. Mídias
eletrônicas, Internet, rádio, televisão,
possuem baixos custos de distribuição,
abrangendo os lugares mais distantes, trazendo
informações sobre atrações, atividades,
guias, comunidades, transportes, agentes
operadores locais, enfim todas as informações
necessárias para que o turista organize sua
própria viagem.
Destacamos a Internet e as
ferramentas de Marketing Direto, pelo tráfego de
informações em dois sentidos: operador
> turista e turista > operador.
Seus mecanismos aproximam as partes, reduzindo o
apoio de agentes, representantes e outras
empresas; facilitam a venda direta, com dinamismo
e eficiência. O Marketing Direto e a Internet
facilitam a pesquisa e a organização da viagem,
multiplicando opções de destinos e
possibilidades, ao mesmo tempo que diminuem o
custo de venda das empresas de transporte e dos
operadores locais.
A Internet propicia comunicação
econômica em qualquer tempo, facilita ao turista
expressar-se publicamente, seja para indicar,
criticar ou elogiar as empresas e serviços,
através da correspondência eletrônica, grupos
de discussão, murais ou anúncios.
Desenvolver a comunicação e
dinamizá-la, não significa excluir as agências
de viagem; turistas que preferem ter as suas
viagens organizadas por agências, em função da
comodidade, tempo, economia ou necessidade de
viajar em grupo não abdicarão deste conforto.
Mesmo assim, diferenciar-se, aperfeiçoar-se e
incrementar serviços é o grande desafio de
todos os agentes para enfrentar este mercado em
transformação.
Operadores de turismo localizados
próximos dos atrativos precisam se adaptar. A
falta de informação distancia o operador de
seus possíveis clientes, os quais por não os
conhecer ou não os descobrir, decidirão por
outro destino onde a informação é melhor
trabalhada. A comunicação deveria ter
importância de destaque; através dela,
motivamos o ecoturismo e a consciência pela
preservação ambiental. Ela deve ser planejada a
fim de aumentar a defesa de nosso planeta.
O ecoturismo não deve ser
atribuição exclusiva de biólogos ou operadores
de turismo; devemos pensar a necessidade de um
corpo multidisciplinar, que inclua profissionais
de comunicação e de capacitação a fim de
aumentar nossa competitividade.


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