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Cerrado
O cerrado localiza-se nas áreas de planalto central, predominando no Mato Grosso e Goiás, ocorrendo também na Bahia, em Minas Gerais e São Paulo. Ocupa cerca de 20% do território nacional.

Por ser uma região abrangente, o clima é diversificado, entretanto predomina o tropical com duas estações do ano bem definidas, uma seca e outra úmida. A característica básica do relevo desta região são as chapadas, encostas íngremes onde a paisagem evolui por escorregamento nas bordas e determinando o fim do planalto. Seu solo é arenoso, porém plano e profundo, devido à sua origem sedimentar. mas está sendo usado com certo sucesso na agricultura, principalmente de leguminosas como a soja em associação com o milho. Possui lençóis freáticos não muito fundos, o que facilita a extração de água através de poços artesianos, podendo desta maneira utilizá-la na irrigação. Grandes áreas tem sido ocupadas com monocultura para exportação principalmente de soja, diminuindo a vegetação natural e aumentando o risco de contaminação por agrotóxicos, o que atinge inclusive áreas naturais, levados pelos rios. Vale lembrar que é no interior do bioma de Cerrado que nascem os rios do Pantanal e boa parte dos rios da Amazônia.

A vegetação do cerrado é característica, possuindo árvores de médio porte (3 a 6m) com tronco e galhos retorcidos, casca espessas, folhas coriáceas, e raízes profundas (atingindo por vezes o lençol freático). De acordo com o espaçamento entre as árvores e o porte destas, surgem divisões como cerradão, formação que mais se assemelha a mata), cerrado strictu sensu, vegetação mista com distribuição equilibrada entre vegetação gramínea e arbórea, campo cerrado, um campo com elementos arbóreo-arbustivos esparsos, campo sujo e campo limpo. Existem várias respostas para o fato das árvores serem retorcidas. Por exemplo que faltem nutrientes secundários. Mas uma das melhores explicações é a da queima do meristema apical. Todas as plantas tem um meristema apical (zona de crescimento), e tem meristemas secundários que ficam inativos, só funcionando caso o meristema apical deixe de existir. Com as queimadas periódicas que ocorrem no cerrado, o meristema apical seria queimado e com isso os meristemas secundários seriam ativados e iniciar-se-ia um crescimento em outra direção. A explicação do fogo ganha fundamento, quando se analisa algumas sementes que só germinam após terem sido queimadas, o que pode ser considerado uma proteção contra o fogo; ou mesmo quando se analisa a casca extremamente grossa, outra proteção contra o fogo.

No cerrado encontram-se uma fauna extremamente característica como por exemplo o tamanduá-bandeira (Myrmecophaga tridactyla) o lobo-guará (Chrysocyon brachyurus), o tatu-canastra entre outros. A vegetação com suas adaptações à vida na região também é extremamente atrativa e uma das mais diversificadas que se conhece. Uma das vantagens do cerrado bem como do Pantanal, é que devido a sua formação florestal ser mais aberta que outras é bem mais fácil visualizar animais nestes locais que em matas fechadas como por exemplo a Mata Atlântica.

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