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. Mata
Atlântica
Bioma brasileiro situado
principalmente nas cadeias montanhosas próximas
ao mar, mas também é encontrada em trechos no
interior. Sua área original estendia-se do Rio
Grande do Sul ao Rio Grande do Norte. Este
ecossistema vem perdendo áreas para a ocupação
humana desde 1500.
As maiores áreas preservadas estão
na Serra do Mar e na Serra da Mantiqueira (SP,
RJ, MG, ES), principalmente devido a seu relevo
acidentado de difícil ocupação humana. É
enquadrada entre as "florestas
tropicais" junto a outras formações
do mesmo gênero.
Mais de 50% de suas
árvores são endêmicas (que só ocorrem neste
local), o que a transforma na florestas de maior
diversidade do globo, com diversidade maior que a
Amazônia. Esta diversidade se deve a variedade
de ambientes, (que serão mostrados a seguir), ao
relevo, que possibilita as chuvas orográficas (a
região possuem alta precipitação com valores
de 2000 a 3000mm/ano, e conseqüentemente a
umidade relativa do ar é extremamente alta de 65
a 100%), ao solo que é rico e a ciclagem de
nutrientes extremamente rápida.
Área
litorânea
A área da praia é
a qual não existe vegetação, dada a permanente
mobilidade do substrato. Posterior a praia ocorre
a área de duna, sua formação está diretamente
ligada ao movimento da maré, ao fato dos ventos
sempre soprarem na direção mar-terra. Esta
região apresenta condições desfavoráveis tais
como alta salinidade, falta de matéria
orgânica, grande mobilidade do substrato,
rapidez de drenagem de água pluviais e o
superaquecimento das camadas superficiais. Desta
forma sua parte mais próxima ao mar, não
apresentam grande variedade de espécies de
plantas, aparecendo apenas aquelas que possuem
adaptações ao local. Estas são chamadas de
plantas pioneiras. As pioneiras possibilitam o
aparecimento de plantas mais exigentes culminando
com o aparecimento da restinga.
A restinga
é a região subseqüente a de dunas. Seu relevo
é plano, rios lentos e tortuosos. As
espécies de plantas apresentam um gradativo
crescimento de seu porte, sendo mais próximo a
praia espécies mais baixas, e conforme
caminha-se para o interior as espécies vão
adquirindo um porte maior. A restinga era chamada
pelos índios de mata ruim, pois suas
plantas são extremamente juntas e com espinhos,
o que a torna uma barreira de difícil
transposição.
Posterior a restinga
existe a mata de encosta, em uma região onde a
influência do mar não é tão grande em termos
de salinidade, mas é extremamente úmida. Nestes
locais o porte das árvores já é bem maior,
existindo espécies exigentes. Esta mata não é
muito diferente que a mata de topo de morro, que
é encontrada depois da mata de encosta. Por
vezes quando a montanha é muito alta e o solo em
seu topo muito raso, ocorre a formação de
Campos Rupestres. Campos rupestres são
formações características, forrado geralmente
por gramíneas, com poucos e espaçados arbustos.
Sofre uma grande influência do clima (frio), dos
ventos que são em geral extremamente fortes, e
da erosão que leva o solo para as regiões mais
baixas, deixando uma pequena fração de terra
sobre a rocha mãe.
É comum
encontrar-se nas regiões onde o mar se debate
com as rochas as áreas que são chamadas de
costões rochosos. Estes costões representam uma
importante e interessante fração do estágio
sucessional.
Na região
permanentemente coberta pela água encontram-se
algumas algas que necessitam de água o tempo
todo, e também algumas cracas. Na região
subsequente que se encontra coberta na maré
cheia e descoberta na maré baixa (região
inter-marés) encontram-se algas que já não
são mais tão dependentes da água quanto na
faixa anterior, mas que ainda dependem da água.
Posteriormente encontra-se a região que só
recebe respingos, e por final encontra-se a
região que não recebe água alguma do mar.
Pode-se notar uma gradativa independência da
água conforme vai se adentrando ao continente,
estes estágios sucessionais, são extremamente
interessantes de serem observados.
O manguezal
é um tipo singular de vegetação litorânea,
resultante da mistura da água salgada do
mar, com os sedimentos provenientes dos rios. O
solo é lodoso, e quase sempre encharcado
(variando com a maré), sua salinidade é alta, e
é pouco arejado; o que impossibilita a
existência de uma rica flora. Devido a grande
quantidade de matéria orgânica em
decomposição o mangue apresenta odor de enxofre
característico.
Mas esta
grande quantidade de matéria orgânica e por ser
uma região abrigada de embate das ondas, o
mangue é escolhido por muitas espécies de
crustáceos e de outros organismos como local de
desova. As características do mangue fez com que
surgissem adaptações na flora para conseguirem
sobreviver; por exemplo existem raízes
escora, raízes aéreas (pneumatóforos),
espécies que produzem frutos que não se
desprendem dos galhos, possibilitando que suas
sementes germinem na porção aérea, emitindo
raízes longas e verticais que possibilitam a
rápida fixação, ao cair ao solo.

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